16-05-13

Fiscais Brasileiros

Fiscais de meia idade, em todas as possíveis áreas dos governos municipal, estadual e federal e do resto de qualquer outra ramo onde atuam por necessidade ou por conveniência, de ambos os sexos, aqui no Brasil, são uma verdadeira praga e, portanto rapidamente reconhecíveis a diversos metros de distancia. Conhecem menos do aspecto legal do que do aspecto ilegal dos seus afazeres, entendendo também menos do lado técnico ou teórico dos seus objetivos e mais dos jeitinhos e soluções de araque que copiarem dos seus antecessores, sempre com muita vontade de aprender, cultivando os pulos de gato com perseverança e tirocínio, de modo a saber explorar suas vitimas com verdadeira habilidade e esperteza, alcançada com a experiência em dezenas de casos anteriores, que lhes permitiram aumentar o seu patrimônio oculto por dez, vinte ou até cem vezes, em poucos anos, quando então passam o bastão aos seus filhos ou sobrinhos que, por sua vez, são ávidos para serem tão vitoriosos quanto os seu genitores, que na verdade são difíceis de igualar, porque nem sempre os aprendizes superam os seus mestres. O motivo para isto é evidente: enquanto o novo aprende do velho, o velho continua aprendendo do novo.

São todos, aparentemente, feitos nos mesmos moldes, mas nunca são cabeludos, sorridentes, simpáticos, sociais, amigáveis, transparentes, abertos, joviais, colaboradores, prestativos e porque não dizer: honestos, sinceros e verdadeiros. Engraçado é que nenhum deles tem alguma deficiência visual, como cegos, caolhos ou estrábicos, mas são todos feios do mesmo jeito, meio-calvos, barrigudos sem ser gordos e pernas tortas. Costumam também ter problemas na coluna, usando óculos pequenos (não porque precisam, mas porque assim parecem mais inteligentes), colocados sobre narigões de narinas largas, e bocas grandes de forma a sempre pareceram desbocados, orelhudos e aparentando suados. Gostam de apontar com os dedos, condenando nos outros o que eles mesmo possuem em abundancia, xingando mais os que parecem mais com eles e botando sempre o pau para quebrar. Adoram dar aulas superficiais sem nexo e diminuir as que estão por perto e os que estão longe também. Conheçam todos os truques porque já são mestres há muito tempo e sabem que, para poder “comer” bem, tem que dificultar, ameaçar, frear, dividir, contestar e adiar.

Não raro, depois de alguns minutos de trabalho, passam o antebraço na testa como se fosse para enxugar o suor de tanto trabalhar, quanto na verdade, aproveitam para enfiar o nariz no sovaco, para ver se está fedendo, do que já estavam desconfiados mesmo desde quando chegarem ao trabalho e o que na realidade é totalmente normal, tendo inclusive nojo do próprio pipíco, evitando segurá-lo enquanto urinam e assim emporcalhando o piso em torno do vaso, mas mesmo assim reclamando, na saída, do estado de abandono em que se encontra o lugar.

Apesar de desejar muito o contrario, nunca são do tipo sangue puro, pendendo sempre mais para o curral dos pangarés, pôneis, jegues, burros e demais aparentados. Não são, geralmente, nem de cor branca, nem de cor preto-choque, apesar da aparência e nem de cor avermelhado, ficando mais ou menos no meio termo, com o cabelo sofrendo estupros diários para parecer liso e os olhos drenados por filetes de sangue, do qual são fás incondicionais, desde que não seja sangue deles mesmo.

São invariavelmente retrógados, ultra conservadores, pedantes (e peidantes também), arrogantes e sofrem de chulé bem brabo. São extremamente vingativos e amostrados.

Imbecis assim ocupam postos em todos os degraus da hierarquia brasileira e podem chegar no mais alto topo, desde que para lá içados por pessoas do bem, mas mal avisadas.

18:38 Gepost door Rudoris | Commentaren (0) |  Print

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