20-05-12

À Confederação Brasileira de Judô - Campeonato Brasileiro Sub 17 - Maio 2012 - ES

Prezados Senhores,

 

Constatando que as mensagens enviadas através do seu site, na área reservada aos "comentários" e recebidas por não se sabe quem, simplesmente são descartadas, resolvi me dirigir diretamente ao departamento técnico da CBJ, na esperança de ser ouvido, pelo menos.

 

Fato é que a minha filha Gleiciane (PE, na categoria até 48 quilos) e praticamente todos os demais atletas provenientes do Estado de PE, por mais incrível que parece, foi eliminada sumariamente da competição no ES, por ter perdida a sua primeira luta. Não só no caso dela, a sua concorrente posteriormente, se sagrou campeã. É justo isto? Ou é proposital para assim poder eliminar rapidamente todos os atletas vindos de outros Estados que não os do SUL?

 

Aqui já não temos clubes (nem grandes e muito menos pequenos) interessados em investir em Judô e nem tão pouco temos academias onde os tatames ocupem áreas maiores de alguns poucos metros quadrados, a maior parte instalados na garagem, no jardim ou em outros dependências de casas residenciais e nem podemos contar, com poucas exceções, com técnicos presentes e atuantes, interessados em administrar aulas todos os dias, como deveria ser, enquanto que os nossos atletas não recebem estimulo de ninguém, a não ser dos seus próprios pais, que desembolsem pequenas fortunas, todos os anos, para poder manda-los para os Estados onde aconteçam os eventos mais importantes.

 

E quando chegam lá, esperançosos, são eliminados na PRIMEIRA luta?

 

Vencá, a CBJ está querendo brincar conosco? V. Sas sabem que este procedimento está prejudicando diretamente todos os Estados com menor potencial técnico, favorecendo os Estados que já tem uma estrutura muito MELHOR e MAIOR?

 

Desejam se desfazer dos nossos atletas no menor prazo de tempo possível, sem dar mais nenhuma chance??

 

É claro, vocês vivem em outro mundo, mas aqui também existe gente que gosta de Judô, que estimula seus filhos a esquecer o divertimento, o prazer e o relaxamento, para se concentrar no exercício, no esforço e na dedicação, depois das aulas no colégio. A minha filha treina judô quase todos os dias (algumas vezes mais do que uma vez por dia), em três ou quatro academias diferentes, todos pequenos, alem de tentar contar com um Personal Trainer, que aos poucos vai soltando as rédeas, porque a paciência requerida é enorme e o retorno raro.

 

Eu pergunto novamente: prefere que a minha filha esquece o Judô?

 

Eu aguardo uma resposta, porque eu estou decepcionado com esta nova regra que pode valer para um país pequeno na Europa, mas não para o continente chamado BRASIL.

 

Atenciosamente,

 

Rudo Van Leuven

23:16 Gepost door Rudoris | Commentaren (0) |  Print

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