12-10-17

Sobre o Caso da Cia. T. Janér Com. e Ind.

----- Original Message -----
 
Sent: Thursday, April 10, 2008 12:01 PM
Subject: Rudo Andre Van Leuven
 
Dra. Hilma,
 
Respondendo:
 
1. O Dr. Octavio foi o que menos contribuiu com esta perseguição. Começou mesmo e foi se agravando, com a contratação do seu filho, que queria ficar no meu lugar. Ele demitiu mais da metade dos funcionários antigos que ele encontrou no departamento Gráfico e os substituiu por outros, amigos, com salários dobrados. Eu fui um dos poucos sobreviventes, devido à "proteção" do Dr. Octavio, que levou em consideração "os segredos" do oficio com os quais fiquei envolvido. Neste ínterim perdemos praticamente todas as nossas representações e hoje, o departamento Gráfico se encontra em vias de extinção;
 
2. Ao longo de todos estes anos, o filho Gabizo (OG) foi cortando as minhas asas, diminuindo gradativamente a minha área de atuação, colocando outras pessoas na minha área, tirando da minha responsabilidade certos tipos de equipamentos, tentando me submeter ao comando de pessoas incapacitadas e com grau de instrução muito inferior ao meu, enfim, tentando me expor ao rediculo. Neste instante, só estou cuidando de um único negocio em Brasília, na Imprensa Nacional, onde vendi um equipamento, que está sendo instalado agora, com valor próximo a R$ 10.000.000,00.
 
Quero tratar deste negocio em um mail separado para você porque é um assunto muito extenso e que me tomou praticamente uma década de trabalho e uma pilha de papel com cerca de um metro de altura. O ganho liquido da firma é de aproximadamente 25% deste montante e ainda não recebi NENHUM CENTAVO a titulo de comissão merecidissimo (até hoje: OUTUBRO de 2017!!);
 
3. Só trabalhei, a minha vida toda, para a T.Janer, com total dedicação e fidelidade, vestindo de verdade a camisa da firma, muitas vezes em detrimento dos meus próprios interesses;
 
4. Hilma, peço para ler os meus e-mails anteriores com atenção sobre este assunto da multa de 40%. Já expliquei duas vezes. Em resumo, a T. Janer me deu dois recibos, sendo um no valor de R$ 18.284,94, referente a 90% da minha indenização (pela demissão) e R$ 13.182,68 (referente aos 40% de multa do FGTS). Os dois recibos, em meu poder, estão assinados e datados por eles, mas não tem explicação alguma sobre a que exatamente se referem. Pode ser, inclusive, que os dois recibos estão trocados, sendo o primeiro referente aos 40% de multa e o segundo referente à indenização. Veja o meu comentário enviado em 08/02/2008:
 
"Fui verificar nos meus arquivos (que já estavam quase mortos) e eu realmente devolvi cerca de R$ 30.000,00 mas não foi exatamente assim como relatei no meu outro e-mail de hoje.
 
A T. Janer me pagou, no dia 04/05/1999, R$ 20.662,66 à titulo de indenização, incluindo o salário do mês em curso, ferias proporcionais, diferença salarial(?), décimo terceiro salário, aviso prévio, 1/3 de ferias rescisão, 13° salário indenizado, premio, D.S.R. (que eu só recebi por pouco tempo, embora, na condição de vendedor, deveria ter recebido sempre, ao longo de todos estes anos em que eu era registrado na carteira de trabalho), indenização art. 9-Lei 6.708 e mais algumas outras coisas, dos quais eu devolvi, no dia seguinte, 05/05/1999, R$ 18.284,94 para a firma.
 
Por sua vez, o governo federal liberou para mim, no dia 20/05/1999, em dinheiro, na CEF na Av. Conselheiro Aguiar, em RecifeR$ 49.532,19 referente ao FGTS, dos quais eu devolvi para a firma, no dia 07/06/1999, R$ 13.182,68 (aparentemente referente aos 40% de multa, no caso de demissão sem justa causa), totalizando os tais R$ 31.467,62. A devolução ocorreu através da emissão de dois cheques meus, recebidos pela firma através de dois recibos distintos e assinados por eles, sem explicação alguma sobre a que se referem.
 
Agora, a firma acha que só tem que devolver o valor referente aos 40% do FGTS, corrigidos, o que daria hoje, segundo os cálculos deles, cerca de R$ 50.000,00."
 
5. Não gostaria de envolver clientes no meu processo particular, trabalhista.
 
A única pessoa que pode me impedir de partir para a Justiça é o Dr. Octavio. Ele deve me propor um acordo amigável quando perceber que o negocio está saindo do seu controle, porque ele está ciente de que quanto mais se mexe neste assunto dos meus ganhos, mais vão aparecer "podres" por parte da firma ("n" vezes maiores e importantes), invadindo outras áreas, que não só a área trabalhista, o que ele vai querer evitar, com toda a certeza. E não serão problemas de alguns milhares de reais, mas de centenas de milhões de reais...com resultados imprevisíveis..
 
Vamos então esperar mais um pouco, mas não custa, você, aos poucos se inteirar e passar a redigir a ação, para não perder mais tempo uma vez decidida a ação.
 
Abraços,
 
Rudo
 
 
----- Original Message -----
 
Sent: Wednesday, April 09, 2008 2:27 PM
Subject: RE: Rudo Andre Van Leuven

Rudo,
Fiquei estarrecida com seu e-mail!!!!!
Na verdade eu sempre desconfiei que eles te enrolavam porque via o seu trabalho lá no passado em 1975, quando aqui no Brasil ninguém entendia nem sabia nada sobre estas máquinas etc e, voce varava noites e dias direto sem dormir, se intupindo de coca-cola com café e cigarros para não dormir e ensinar "por telefones" outros técnicos a instalarem as máquinas que os clientes apressados queriam inaugurar. Isto eu sempre conto para meus amigos e hoje, após ler os fatos relatados fiquei assustada!

Por ora, quero saber:

1o- O Dr. Otávio participou de todas estas canalhices?
2o- Voce ainda está prestando serviços prá eles?
3o- Voce trabalha para outros clientes, além deles?
4o- Voce se recorda se devolveu o dinheiro da multa de 40% em cheque? em caso positivo, tente urgentemente obter uma cópia ou coisa parecida deste cheque junto ao banco. Na conta de quem foi depositado este dinheiro? Será mto bom se voce conseguir...
5o- Voce acredita que os clientes envolvidos nestas artimanhas, que em caso de processo, poderão ser oficiados para exibirem determinados comprometedores vão ficar satisfeitos? Eles ainda são clientes da CTJ?
Enfim, tenha cuidado, porque diante do que li no seu e-mail, eles realmente no decorrer destes últimos anos lhe deram um tratamento humilhante e te pergunto: por que não reagiu antes? por que aguentou tudo isso durante todos estes anos? E agora voce acredita que vamos ter testemunhas a seu favor, infelizmente quanto ao FGTS voce pode pleitear com relação aos 30 anos passados, no entanto, quanto às demais parcelas contratuais, só poderemos discutir com relação aos cinco últimos anos.  
Eu te peço por favor, não se amofine por causa disso, pois infelizmnte, o empregador brasileiro é assim mesmo, eu também tenho passado por algumas dificuldades tipo "ameaça de morte" por causa de uma invasão de um terreno de R$15.000.000,00 aqui na av. sernambetiba / barra, quando tive que reagir com muita energia e enfrentar "grilheiros perigosos", embora eu não sabia com quem estava lidando, pois em principio eu acreditava que era apenas chantagens dos seguranças da rede windsor, depois que fiquei sabendo que se tratavam de grilheiros, aí já era, eu já tinha armado toda a estratégia e consegui tirá-los do terreno, sem nem mesmo ir à Justiça e, por falar em justiça, voce acredita que seria possível sentarmos com o Dr. Otávio e tentar uma conciliação?

abraços

Hilma     
 

Subject: Rudo Andre Van Leuven
Date: Wed, 9 Apr 2008 11:02:24 -0300

Dra. Hilma,

Acho que aos poucos a minha relação trabalhista com a T. Janér está andando nas suas ultimas pernas. Eles já estão deixando de me reembolsar por despesas inerentes a execução do meu trabalho, como contas de telefone, combustível e energia elétrica. Também deixarem de pagar as mensalidades do meu plano de saúde, que até então pagavam (há mais de trinta e cinco anos) sem nenhum problema, inclusive as dos meus dependentes..
 
O principal responsável por esta iniciativa é o tal Sr. Salvador, de São Paulo, que há pouco tempo começou a interferir diretamente na minha relação com a diretoria da T. Janér do Rio, elegendo esta "caça insignificante" (comparada com a totalidade do assunto, a ser exposto) como a sua preocupação básica, embora não tenha ciência de muitas das "mazelas" que caracterizarem meus recebimentos profissionais ao longo destes anos, sempre através do Dr. Octavio (OGF).
 
Sugiro desde já passar a trabalhar na elaboração da minha reclamação trabalhista, baseando-se nos fatos que já comuniquei antes, para não atrasar este processo inicial, uma vez recebido o meu sinal verde de que tudo acabou e que está na hora de agir. Vou, entretanto, querer opinar sobre os termos e condições da reclamação, antes de dar entrada oficialmente na Justiça, inclusive para verificar se tudo está devidamente documentado e correto.
 
Alem das irregularidades já levantadas anteriormente (as quais voltarei a relacionar abaixo) e que justificam por se só e plenamente uma ação trabalhista, sem envolvimento sentimental, mas também sem mexer com questões éticas, em seguida passarei a relacionar mais algumas queixas minha, que nesta primeira etapa talvez ainda não estejam interessantes submeter a julgamento apropriado, porque, estas sim, poderiam desaguar em processos em outras áreas do poder judicial federal, o que eu não gostaria de ser obrigado a fazer:

- acerto de todos os direitos trabalhistas suspensas e/ou perdidos por imposição da CTJ durante dez anos aproximadamente, quando fui obrigado a deixar de trabalhar como funcionário da CTJ para passar a trabalhar como autônomo, com todas as suas conseqüências, inclusive, mas não limitado a: perda de FGTS, férias, 13° salário e demais benefícios sociais conquistadas durante os vinte anos anteriores de trabalho como funcionário; a exposição à perda de credito na praça causada pela falta de contra-cheques e de um contrato de trabalho e/ou representação em vigor; o congelamento 
(praticamente) da minha remuneração, etc..;

- acerto da indenização do FGTS, incluindo a multa de 40%, recebida do governo por ocasião da minha demissão forçada e que fui obrigado a devolver para a firma no mesmo instante, caso quisesse permanecer trabalhando como autônomo, sem, entretanto, a assinatura de qualquer espécie de contrato especifico, cujo objetivo principal era eliminar todos os meus direitos trabalhistas acima mencionados;

- acerto de uma indenização justa, depois de 35 anos de trabalho num cargo de confiança, sem nenhuma repreensão ou caso de falta de responsabilidade, exposição da firma a riscos de qualquer natureza e/ou representação incorreta, com defesa total dos interesses da firma, muitas vezes em prejuízo aos meus próprios, embora eu já trabalhava como autônomo e o não envolvimento direto meu em negócios escusos, eliminando de imediato o possível pagamento de comissões para "terceiros" em qualquer negociação realizada por mim;

- acerto por ter sido obrigado a trabalhar durante dois anos em Recife, na condição de "por fora" (com pagamento através de simples depósitos na minha conta bancaria), sem carteira assinada e nem na condição de autônomo, conseqüentemente sem qualquer direito trabalhista e nem comprovante de renda, o que me fez perder dois anos de trabalho para efeito de aposentaria já que não houve recolhimento de INNS (e FGTS) neste período, etc..

- acerto da metade das minhas comissões (*) merecidas na venda da segunda rotativa (GOSS Colorliner) para jornal "O Globo" e da primeira rotativa (GOSS Newsliner) do jornal "O Dia", ambos no Rio, nos anos '90, gentilmente solicitadas pelo Dr. Octavio Gabizo De Faria e (obrigatoriamente) cedidas por mim, em ambas as ocasiões, para pagar para o filho dele, Octavio Sá Gabizo De Faria (OG), que havia sido contratado recentemente pela firma para atuar na minha área e como ainda não recebia uma remuneração considerada suficiente, precisava receber a metade destas minhas próprias comissões para completar a sua renda mensal inicial e ao qual, em compensação, prestei total apoio no sentido de ensina-lo, durante "n" horas extras (à noite), o serviço a ser cumprido por ele futuramente, o que, pelo grão de especialização, leva diversos anos;

- acerto de diversos fatores que me expuseram ao incorreto e ao ridículo diante dos outros funcionários e colegas de trabalho e até mesmo junto aos meus próprios clientes, dentro dos quais destaco o jornal "A Tarde" de Salvador e a "Imprensa Nacional" de Brasília (subtraindo e afetando de fato a minha credibilidade, conquistada a duras penas), já na gestão do filho Eng° Gabizo, como por exemplo quando ele alterou a minha função na carteira de trabalho, de "promotor de vendas" para "assistente de marketing", me submetendo imediatamente ao comando de pessoas recém contratadas, totalmente inaptas para as funções, como o Cláudio Milanez em São Paulo e o Marinaldo no Rio (originalmente contratado por mim) alem de muitos outros, quando na realidade não executei nenhuma das duas funções, mas o que me fez perder o pagamento de "descanso remunerado" sobre as comissões das vendas realizadas por mim em reais e em dólares, do nosso estoque e de importação direta, igual aos demais vendedores na área, não permitindo mais viagens minhas ao exterior para cursos de especialização e visitas às fabricas que representávamos, alem das dezenas de feiras (e para as quais eu era convidado a assistir anteriormente praticamente todos os anos), quando eram lançados os equipamentos e as maquinas que depois eu tinha a obrigação de vender aqui no Brasil, com a perecia e o conhecimento técnico total que era esperado, para não dizer exigido, de mim, sem nunca nem ter visto muitos destes equipamentos antes, nem na condição estática e muito menos em funcionamento, favor (??!!) este que ele cedeu entretanto sim e imediatamente para dezenas de outros novos funcionários, não técnicos, contratados diretamente por ele, todos em funções de encarregado, chefia e de gerencia e aos quais obrigava me submeter, ganhando estes sempre, como condição inicial, o dobro do que eu estava ganhando, depois de vinte anos de trabalho (e dos quais não sobrou mais ninguém, hoje em dia), alem de dezenos de outros acontecimentos...

Creio necessário esclarecer aqui ainda (entre outras situações ocorridas) dois episódios criados pela CTJ, junto aos dois clientes acima mencionados, que me causarem verdadeiro dano moral, para não dizer humilhação:

- A Tarde - Salvador: apos trinta e cinco anos de dedicação direta, centenas de visitas, inúmeras vendas, tanto de maquinas como de peças e de matérias em geral, totalizando quase US$ 10.000.000,00 havia se tornada necessária, para a realização de mais uma venda de equipamento usado, uma viagem minha para os EUA, para efetuar uma avaliação do estado de conservação dele. O negocio caiu no ridículo quando as duas partes passarem a disputar entre elas, abertamente e usando eu mesmo, como intermediário, quem não iria querer pagar as minhas despesas. Acho que o cliente tinha até o direito de tentar negar a pagar estas despesas, apesar de ter empenhado a sua palavra antes, neste sentido. Contudo, o OG ficou inflexível, embora tinha outros motivos para justificar esta minha viagem aos EUA (em nenhum momento solicitado por mim), me jogando de um lado para o outro como se fosse uma bola de ping-pong. Fiquei completamente desmoralizado e profundamente humilhado;

- Imprensa Nacional - Brasília: igualmente, apos trinta e cinco anos de dedicação direta, centenas de visitas, inúmeras vendas, tanto de maquinas como de peças e de matérias em geral, totalizando quase US$ 20.000.000,00 ocorreu uma situação, durante uma recente negociação cobrindo novos equipamentos, neste ínterim já importados pela IN, em que a CTJ, a custo da minha credibilidade, planejou aumentar a sua margem de lucro. Embora já estávamos numa situação tranqüila, sem o envolvimento de concorrentes diretas, que foram desclassificados pelo leiloeiro, por não atender às exigências básicas e nem teria o pagamento de qualquer tipo de pagamento "PF", me declararem, diante de pessoas dentro da IN com as quais me entendo há mais de trinta anos, tendo conseguido a confiança total deles e de todas as pessoas responsáveis dentro da IN, ao longo de todos estes anos, o que por se só já seria motivo de orgulho por parte de qualquer outro vendedor, de "não saber de nada", de "estar por fora" e de "estar mal informado", em todas as letras. Só neste assunto em particular, que já está indo para mais de oito anos de estudos, propostas, relatórios e visitas, tenho uma pilha de papel de quase um metro de altura. Alegar que não sei de nada, que estou por fora e que eu nada tenho a ver com isto, representa uma verdadeira tapa na minha cara, a qual não consigo esquecer;

- O Popular - Goiânia: não era a primeira vez que o OG passava a me deixar de fora num determinado negocio, quando percebia que a minha atuação já não era mais essencial. Sempre apos concluir que o "resto" agora era com ele, me deixava de copiar nas correspondências trocadas com os clientes, para que assim eu passava a ficar no escuro em relação às condições finais em que o negocio acabava sendo fechado. Com isto, ficava a ver navios na hora de reclamar a minha comissão, quando então me dava um premio de consolação, quando eu chegava a pedi-lo. É o caso da dobradeira usada vendida através do nosso estoque para este cliente, alem de outros equipamentos na área de pré-impressão. O mesmo comentário vale para os equipamentos de pré-impressão vendidos para os dois primeiros clientes acima mencionados (sobre os quais nunca recebi nenhum tostão), embora minha presença constante lá ajudava enormemente na conclusão de qualquer negocio, não só pela presença propriamente dita, mas muito mais ainda pelo clima de confiança mutua criada, depois de tantos anos de convivência, sem nunca ter sido questionado sobre a minha competência, responsabilidade e empenho.

É só isto, por enquanto...

Abraços,

Rudo

(*) ambas as comissões (mas apenas a metade ao qual eu tinha direito) foram pagas em dólares (dinheiro), isto é, "PF" e portanto não entrarem na folha de pagamento, perdendo assim os valores correspondentes ao FGTS, Ferias, Décimo Terceiro, etc.. 

----- Original Message -----
Sent: Friday, February 08, 2008 2:59 PM
Subject: Rudo Andre Van Leuven

Segue uma nova revisão, na qual corrigi, principalmente, o valor efetivamente recebido do governo federal, referente ao meu FGTS...
 
Favor destruir a versão anterior.


----- Original Message ----- 
From: Rudo Andre Van Leuven
To: hilmavanleuven@hotmail.com
Sent: Thursday, February 07, 2008 11:37 PM
Subject: Rudo Andre Van Leuven 
 
Dra. Hilma,
 
Em aditamento ao meu e-mail de hoje, abaixo, cumpre-me efetuar algumas correções, que eu não havia me lembrado no calor do meu fogo, de hoje de manha.
 
Fui verificar nos meus arquivos (que já estavam quase mortos) e eu realmente devolvi cerca de R$ 30.000,00 mas não foi exatamente assim como relatei no meu outro e-mail de hoje.
 
A T. Janer me pagou, no dia 04/05/1999, R$ 20.662,66 à titulo de indenização, incluindo o salário do mês em curso, ferias proporcionais, diferença salarial (?), décimo terceiro salário, aviso prévio, 1/3 de ferias rescisão, 13° salário indenizado, premio, D.S.R. (que eu só recebi por pouco empo, embora, na condiçao de vendedor, deveria ter recebido sempre, ao longo de todos estes anos em que eu era registrado na carteira de trabalho), indenização art. 9-Lei 6.708 e mais algumas outras coisas, dos quais eu devolvi, no dia seguinte, 05/05/1999, R$ 18.284,94 para a firma.
 
Por sua vez, o governo federal liberou para mim, no dia 20/05/1999, em dinheiro, na CEF na Av. Conselheiro Aguiar, em Recife, R$ 49.532,19 referente ao FGTS, dos quais eu devolvi para a firma, no dia 07/06/1999, R$ 13.182,68 (aparentemente referente aos 40% de multa, no caso de demissao sem justa causa), totalizando os tais R$ 31.467,62. A devoluçao ocorreu atraves da emissao de dois cheques meus, recebidos pela firma atraves de dois recibos distintos e assinados por eles, sem explicaçao alguma sobre a que se referem.
 
Uma outra coisa que eu esqueci de mencionar é que a firma, depois da minha 
demissao, aumentou a minha remuneraçao mensal (paga, eu imagino, atraves da emissao de RPA's, cujas copias eu nunca recebi e nem tao pouco eu assinei, de junho de 1999 até março de 2000), calculado sobre o meu salario fixo recebido como empregado em vigor em abril de 1999 de R$ 3.156,46 para R$ 3.781,20 em maio de 1999 e depois para R$ 4.381,20 aparentemente para 
compensar a perda dos meus direitos sociais e trabalhistas. Esta ultima 
remuneraçao ficou em vigor até junho de 2000, quando passou para R$ 4.784,20 (sempre bruto), e que ficou assim até setembro de 2007.
 
Agora, a firma acha que só tem que devolver o valor referente aos 40% do FGTS, corrigidos, o que daria hoje, segundo os cálculos deles, cerca de R$ 50.000,00.
 
Bem, eu, neste momento, não estou interessado em receber mais nada de volta, nem corrigido. Eu, hoje, quero saber quanto eu perdi, deixando de receber todos os meus direitos trabalhistas, durante os últimos nove anos. Fora, é obvio, a indenização merecida pelos dois anos trabalhados sem registro nenhum e pagos com dinheiro da "C-2".
 
Tenho muitos outros detalhes, mas está tudo guardado e/ou anotado.
 
O que você acha?
 
Abraços,
 
Rudo
 
PS: Hilma, eu ainda não resolvi nada, definitivamente, a respeito deste assunto, pois estou guardando um posicionamento oficial deles, mas não quero ser pego de calças curtas, quando a hora chegar...
 
 
----- Original Message ----- 

Sent: Thursday, February 07, 2008 11:51 AM
Subject: Rudo Andre Van Leuven
 
 
Adelso,
 
Qual é mesmo o novo e-mail da Hilma? Preciso me comunicar urgente com ela.
 
Estou para entrar com uma ação trabalhista contra a T. Janer, porque 
provavelmente, dentro de poucos meses me dispensarão definitivamente, da 
minha atual condição de "autônomo" e precisarei de um(a) advogado(a) ai no 
Rio.
 
Em resumo aconteceu o seguinte:
 
- trabalhei, como funcionário, na T.Janer-Rio, de 03/10/1972 a 03/09/1989, 
normalmente(!?);
- trabalhei durante dois anos, na T.Janer-Recife, de 04/09/1989 a 31/08/1991, na condição de "por fora", i.e. sem nenhum tipo de registro, dentro ou fora da carteira de trabalho, recebendo apenas depósitos mensais da T.Janer do Rio (podendo ser comprovados por mim), na minha conta corrente 
no Bradesco-Rio, sem assinar qualquer tipo de recibo;
- trabalhei, como funcionário, na T.Janer-Rio mas morando em Recife, de 
01/09/1991 a 26/04/1999, normalmente(!?).
 
Nesta ultima data, portanto em abril de 1999, a firma me obrigou (como obrigou todos os funcionários que ganhavam mais de que R$ 2.000,00 na carteira, na época) a aceitar um acordo no qual eu seria demitido oficialmente, para ser re-contratado como autônomo. Na realidade, queriam que eu abrisse uma firma, o que recusei, pois não queriam que eu passasse a receber através de RPA's, cientes que eles estavam que isto, numa ação posterior minha na justiça me daria ganha de causa. Como me recusei determinadamente a abrir esta firma, que me transformaria em "Representante" da firma, passei a assinar, mesmo a contragosto deles, recibos de autônomo, de lá para cá e até hoje. A intenção da firma era, evidentemente, se livrar de todos os meus direitos trabalhistas, como FGTS, décimo-terceiro, ferias, etc...e de fato, nunca mais os recebi e nem vi as suas cores. Em compensação, o meu "salário", praticamente congelou, de lá para cá (quase dez anos). Foi um ótimo negocio para T.Janer. O inventor desta nova modalidade de trabalho é um tal Sr. Salvador, que era gerente da filial de São Paulo e em troca deste oferecimento generoso dos direitos dos outros, foi promovido, no mesmo ano de 1999, a Diretor da T.Janer, com aplausos.
 
Na ocasião, a firma me deu um cheque, no valor de cerca de R$ 30.000,00, a titulo de indenização, que eu tive que devolver na mesma hora, para poder ser re-contratado na condição de autônomo. Em outras palavras, ou eu devolvia o cheque e voltava como autônomo, ou então, era demitido de vez. Chantagiado e sem outra fonte de renda, já tendo trabalhado na firma por cerca de 27 anos e já tendo passado a idade de 50 anos, o que dificultaria em muito, achar um outro emprego, aceitei devolver o cheque.
 
Embora eu já estou trabalhando há mais de 35 anos na CTJ, como perdi dois anos de contribuição no INSS, quando recebia "por fora" em Recife, agora, nesta data, falta um ano e oito meses para ter direito a minha aposentaria integral.
 
A firma, neste momento, está propensa em encerrar a nossa relação e quer me devolver, apenas os tais "R$ 30.000,00", corrigidas para R$ 50.000,00. É evidente, que não vou aceitar isto e estou pensando numa ação correta, justa e indenizadora, que é de receber tudo (FGTS, ferias, 13°, etc...) acumulado, com multa, juros e correção, alem de uma indenização pelos dois anos trabalhados por fora, quando eu não possuía tinha nenhum tipo de comprovante de renda.
 
Não sei não, eh, mas isto tudo pode ficar, no mínimo, dez vezes mais caro, do que eles pensam que vai ficar. Mesmo que eles pensam em corrigir um pouco mais os tais R$ 30.000,00 que alias, nesta altura, já não me interressam mais. Certo?
 
Hoje, eu ganho R$ 5.000,00, bruto (desde outubro do ano passado, porque antes, eu ganhava R$ 4.784,00 desde o ano de 2000), o que representa menos de R$ 4.000,00 por mês, liquido, descontando INNS e o Imposto de Renda.
 
Ainda há outras questões em jogo, mas isto eu conto depois.
 
Demais detalhes e comprovantes, eu mando, se ela, a Dra. Hilma, negociar um bom precinho, especial, para mim.
 
Favor comentar.
 
Abraços,
 
Rudo

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