30-03-11

T. Janér - Constrangimento

Com o simples objetivo de ilustrar alguns dos procedimentos adotados pela T. Janér, segue abaixo o texto (parcial) de um e-mail enviado ao então diretor da CTJ, Engº Luis Carlos Baralle, no dia 17 de fevereiro de 2010, que se achou no direito, se não no dever, de não emitir qualquer tipo de comentário, provavelmente em função do seu sentimento de solidariedade com seus colegas:

 

Prezado Sr. Luis Carlos Baralle,


Resolvi me dirigir diretamente a você (como pessoa responsável pela minha contratação original pela CTJ, há quase quarenta anos, ainda em São Paulo), decepcionado que estou pelo silencio constrangedor que cerca a transação com a "Imprensa Nacional" de Brasília.


Esperei pacientemente o tempo que achei conveniente, embora ciente que a firma vinha recebendo adiantamentos vultosos por parte deste cliente, que anteciparem a entregue final da maquina e os serviços contratados, sem que nenhuma medida fosse tomada pela direção da firma no sentido de liquidar a minha comissão pendente ao qual eu tenho pleno direito, total e absoluto, sem a menor margem para qualquer tipo de duvida.


A rigor e na condição de vendedor comum (ou Promotor de Vendas, ou Assistente de Marketing, como a Companhia preferiu me denominar na minha Carteira de Trabalho), nem deveria ter esperado um dia além do dia em que foi embarcado o equipamento encomendado e pago à vista pelo cliente, para receber esta minha comissão merecida, liquida e certa, mas pressionado, fui convencido a ser paciente.


Sabendo que a CTJ já recebeu praticamente todo o valor devido pela IN (senão tudo mesmo) em moeda local também e, por outro lado, como passou o ano de 2009 sem comunicação a respeito desta minha comissão e nos já encontramos, neste instante, em pleno Carnaval de 2010, acho que a minha paciência já não tem mais sentido.


Não sei se foi por recomendação ou sugestão do Salvador F. Silva, sempre atento a qualquer tipo de "procedimento esperto" ou se foi por "jogada" inspirada em algum jogo de cartas, percebi que a ética e a moral, nitidamente, não dominam o relacionamento profissional que marcarem, na minha mente, a minha passagem pela firma e por isso também não me sinto mais amordaçado por estes princípios nobres que, no entanto, não forem capazes de garantir um resultado correspondente.

Diante do acima exposto estou, pela primeira vez, seriamente considerando contratar um escritório de advocacia especializado para endireitar o que ficou torto e aproveitar a ocasião para, quem sabe, pleitear a correção de algumas outras pendências antigas, das quais eu já havia desistido, mas que, neste novo ambiente, voltarem a me incomodar....

 
Em resumo, mas não excluindo eventuais outras questões que porventura podem surgir ao longo deste processo, conforme venho me lembrando, estarei solicitando as seguintes importâncias e comissões devidas pela CTJ:


- acerto por ter trabalhado durante dois anos em Recife, na condição de "por fora" (com pagamento através de simples depósitos na conta corrente bancaria, sem carteira assinada e igualmente sem a assinatura dos respectivos RPA's correspondentes, como é exigido quando se trata de vendedores autônomos) e conseqüentemente também sem qualquer direito trabalhista e nem comprovante de renda, o que me fez perder dois anos de trabalho para efeito de aposentaria, já que não houve recolhimento de INSS (e FGTS) neste período, etc.;


- acerto da METADE das minhas comissões merecidas na venda da segunda rotativa (Colorliner) para "O Globo" e da primeira rotativa (Newsliner) para o jornal "O Dia" (ambas tendo geradas comissões para CTJ ao redor de US$ 1.000.000,00), gentilmente solicitada por OGF a mim e constrangedoramente cedida, em ambas as ocasiões, para completar a renda do seu filho, Octávio Gabizo, que então estava iniciando suas atividades dentro da T. Janér. O merecimento da minha comissão integral, em ambos os casos, será provado através de documentos pertinentes;


- Imprensa Nacional - Brasília: acerto da minha comissão total correspondente a cinco por cento calculado sobre o lucro BRUTO da T. Janér na transação do equipamento e dos serviços contratados pela IN, bem como sobre o valor das peças de reposição encomendados por eles em separado, que superarem os nove milhões de reais. Só nesta venda em particular, que absorveu mais de oito anos de trabalho, entre estudos, propostas, relatórios e visitas, juntei uma pilha de papel de um metro de altura.

Para finalizar e a titulo de informação complementar, o problema que atualmente está atrasando a entregue definitiva da maquina, foi previsto por mim e comentado, na ocasião, com a fábrica, conforme copias de e-mails anexos e nos quais, como de habito, o Octávio Gabizo não deu a atenção devida.

Atenciosamente,

Rudo Van Leuven

13:53 Gepost door Rudoris | Commentaren (0) |  Print

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