19-03-10

Holanda rebate acusação de fracasso em Srebrenica por fator gay

Die vreemde Hollanders: zou het dan toch waar zijn??

AMSTERDÃ (Reuters) - Autoridades do governo holandês reagiram furiosamente nesta sexta-feira a alegações feitas por um ex-general dos EUA de que forças holandesas teriam sido ineficazes no massacre de Srebrenica em 1995 em parte por causa da presença de soldados gays.

Em audiência no Congresso dos EUA na quinta-feira sobre a questão de soldados gays servirem abertamente no Exército norte-americano, o ex-comandante da Otan John Sheehan disse que havia uma ligação entre a presença de homossexuais nas tropas holandesas e o massacre em Srebrenica.

Forças servo-bósnias ultrapassaram soldados holandeses armados em Srebrenica, enclave designado pelas Nações Unidas, em julho de 1995, massacrando subsequentemente mais de 7 mil homens e meninos muçulmanos.

Relatos sobre a audiência de Sheehan no Senado disseram que o ex-general culpou o esforço pós-Guerra Fria de nações europeias para "socializar" as forças armadas ao, entre outras coisas, permitir que gays ingressassem no serviço militar.

"Isso levou a uma força militar que não estava bem equipada para ir à guerra. O exemplo ao qual estou me referindo é aquele em que holandeses tinham a tarefa de defender Srebrenica contra os sérvios", disse Sheehan.

"O batalhão não tinha força suficiente, a liderança era fraca, e os sérvios entraram na cidade, algemaram os soldados a postes de telefone, marcharam levando os muçulmanos, e os executaram."

Carl Levin, chefe do Comitê de Serviços Armados do Senado dos EUA, perguntou: "Os líderes holandeses disseram a você que foi por causa da presença de soldados gays?"

"Sim, disseram. Eles incluíram como parte do problema", disse Sheehan, segundo um webcast no site do Comitê de Serviços Armados do Senado na Internet.

"Que eles eram soldados gays?" perguntou Levin.

"Que essa combinação era a liberalização das forças armadas, o efeito final era basicamente engenharia social."

O Ministério de Defesa holandês emitiu um comunicado criticando as alegações de Sheehan como "absurdas", acrescentando que soldados holandeses gays cooperam rotineiramente com as forças norte-americanas na missão da Otan no Afeganistão.

Renee Jones-Bos, embaixador da Holanda nos EUA, disse em comunicado que "Não poderia discordar mais" com Sheehan, acrescentando que não havia provas para suas alegações no extenso registro de pesquisa sobre Srebrenica.

Segundo a agência de notícias holandesa ANP, o chefe do sindicato militar Afmp, Wim van den Burg, disse que os comentários de Sheehan eram "ridículos" e "tirados do mundo da ficção."

Os eventos em Srebrenica continuam sendo um assunto delicado na Holanda, onde uma investigação de seis anos sobre o massacre levou à queda do governo em 2002.

21:06 Gepost door Rudoris | Commentaren (0) |  Print

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